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29 de setembro de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um Plano de Negócios Parte 7

by Valeria Nakamura

No plano de negócios devemos dedicar uma parte especial às pessoas que estarão em nossa empresa, o chamado Recursos Humanos.

Quando uma empresa é pequena, normalmente, os sócios acabam sendo o “faz tudo”, porém devemos nos organizar para o crescimento e assim nos preocupar com a seleção, recrutamento, remuneração, avaliação e desenvolvimento dos nossos funcionários.

Vamos verificar com o que devemos nos preocupar em relação aos funcionários:

1. Determinar as funções na empresa. Quais e quantos profissionais preciso para que a empresa caminhe, qual a estrutura do organograma, descrever as responsabilidades e atribuições de cada um, determinar o salário por meio de uma pesquisa salarial.

2. Determinar como será realizado o processo seletivo. Se for interno, elaborar um roteiro de testes e entrevista. Se for externo, passar todas as informações necessárias para a captação via agências de emprego.

3. Plano de carreira e benefícios oferecidos. Elaborar um plano de como poderá ser o crescimento do funcionário dentro da empresa em relação a cargos ou salários e também os benefícios que serão oferecidos.

4. Avaliação de desempenho. Determinar períodos e instrumentos para que o funcionário receba um feedback de seu desempenho na empresa para que possa se desenvolver.

5. Treinamento e desenvolvimento. Verifique quais competências seu funcionário precisa desenvolver e assim proporcionar cursos internos e/ ou externos.

Tudo isso serve para que você tenha uma empresa mais profissionalizada, com “cada macaco no seu galho”, fazendo com que você possa captar e reter talentos para que sua empresa possa prosperar cada vez mais.

 

 

22 de setembro de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um Plano de Negócios Parte 6

by Valeria Nakamura

 

Hoje, vamos tratar de uma etapa essencial nos negócios que é o Marketing.

Como você pretende levar sua empresa para seus clientes? Como você pretende ficar conhecido e mais, como você pretende vender seus produtos e serviços?

Vamos por partes:

1. Como você quer que sua empresa, produtos e serviços sejam lembrados pelos seus clientes? Crie uma mensagem que identifique sua empresa, pode ser um logotipo, um nome escolhido cuidadosamente ou um slogan. Por exemplo, quando falamos “A número 1″ nem precisamos mencionar qual produto nos referimos. Sua empresa precisa ser lembrada para que as pessoas possam comprar cada vez mais.

2. Pense em quais técnicas ou veículos de marketing que utilizará. Existem vários que você pode optar, tais como, panfletos, jornais, revistas, rádio, TV, mala-direta, feiras, outdoors, cartazes, merchandising, degustações, promoções, e-mail, blogs. Porém, você deve adequar ao seu orçamento e seu público-alvo. Não adianta gastar uma fortuna no horário nobre da TV, se seu público não estará ligado nesse momento. Atualmente, a Internet é uma ferramenta importantíssima e com um custo muito baixo, se bem trabalhado o marketing viral faz com que em pouco tempo, sua empresa seja conhecidíssima pelas pessoas.

3. E sua equipe de vendas? Como está estruturada? Muitos empresários ainda acreditam que vendedor é uma subraça e não dão o valor a esses profissionais essenciais nos dias de hoje. Assisti a uma palestra da Luiza Helena Trajano do Magazine Luiza e ela disse que as pessoas acham que vendedor é aquele que não encontra outra ocupação e aí se torna um e é nesse aspecto que reside um grande engano. Afinal, ele é a porta de entrada de sua empresa, que traz o resultado das vendas, que tem a capacidade de persuadir o cliente a comprar de você e não de seu concorrente. Sendo assim, merece nossa atenção.

Por isso, selecione muito bem sua equipe de vendas,  treine-a sempre que possível, oriente-a, essa é sua função, reconheça seu trabalho. São seus vendedores que estarão em contato direto com seus clientes, são eles que formam uma carteira de clientes que é valorizada pela mercado, seu passe está atrelado a isso, se você não valorizar, alguém vai! Lembre-se que você, em vários momentos também é cliente, quantas vezes foi atrás do seu vendedor predileto quando ele mudou de empresa?

Enfim, o marketing deve ser uma ferramenta bem utilizada para que seus resultados aumentem, por isso, planeje bem para que seja um investimento e não um custo de sua empresa.

8 de setembro de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um Plano de Negócios 5

By Valeria Nakamura (Parte 05 de 09)

Hoje, tratarei sobre a localização do negócio. Falarei de forma geral sobre alguns tipos de negócios.

1. Comércio varejista

Você deve, primeiro, verificar seu público-alvo para analisar se este local é o mais adequado. Não adianta montar um Loja de 1,99 em um área nobre da cidade, nem uma boutique luxuosa em uma área periférica, tudo tem que ser adequado. Além disso, preciso verificar se o acesso para o local é fácil, se há vagas de estacionamento para que as pessoas possam ser atendidas facilmente.

Também, deve-se observar a concorrência existente, nem sempre ela é prejudicial. Em São Paulo, por exemplo, existem as ruas setorizadas que acabam atraindo muito mais público que já sabem onde encontrar o que desejam.

Muitas pessoas sonham em montar sua loja em shopping, mas nem sempre isso é viável, pois os custos são bastante elevados e nem sempre revertem em lucratividade. Pode dar status, mas nem sempre dinheiro!!

2. Prestadores de serviço

Seu cliente vai até você ou você vai até ele? Se ele vai até você, verifique um local de fácil acesso, com estacionamento. Se você vai até ele, você poderá diminuir seus custos, pois poderá estar localizado em uma área de aluguel ou imóvel mais barato.

3. Indústrias

Verifique a lei de zoneamento e se existe infra-estrutura que suporte sua empresa, por exemplo, luz e água. Além disso, é importante verificar se o acesso é fácil para escoamento de mercadorias e chegada dos fornecedores. Muitas vezes, as prefeituras dão incentivos fiscais para quem deseja instalar uma indústria.

Também é importante que se verifique se há mão-de-obra específica para sua empresa na região, se a matéria-prima vêm de lugares próximos e se existe assistência técnica para seus equipamentos, pois são detalhes que podem prejudicar seu negócio.

E para aqueles que já estão instalados? Faça uma análise, não é só porque você está hoje aí, é que precisa permanecer. Mesmo sendo um prédio próprio, precisa-se verificar se não vale a pena alugar ou vender esse imóvel e partir para um lugar mais adequado que traga mais clientes e conseqüentemente mais lucro.

31 de agosto de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um Plano de Negócios 4

by Valeria Nakamura (Parte 04 de 09)

Grande parte das pessoas que conheço e que desejam montar um negócio, começam normalmente pelo produto ou serviço. Quando sei que alguém desejar empreender eu pergunto: “qual o tipo de negócio você quer montar?” e sabe qual a resposta? “Venderei comida congelada ou farei serviço de segurança” ou qualquer outra coisa do gênero.

Verificou que não falou do negócio, mas do produto ou serviço? E o que acontece, normalmente?

Isso faz com que as pessoas fechem o leque de oportunidades e pior, quando questionadas como surgiu essa idéia, no caso da comida congelada, elas dizem que é ou porque todo mundo precisa comer ou ainda porque a pessoa adora cozinhar. E será assim que se abre um negócio?

Posso até ter uma idéia, mas preciso verificar se realmente atenderá ao mercado que desejo, afinal só será uma boa idéia se tiver alguém que pague por isso.

E como fazer a prospecção de negócios?

1. Verifique a necessidade do mercado que você quer atingir. O que falta na região? O que as pessoas precisam? Pergunte… não fique “achando”, converse com possíveis clientes.

2. Você tem algum recurso subutilizado? Um imóvel, uma máquina, um automóvel? Ou tem alguém que tenha e que você possa utilizar? Uma escola com salas vazias em um determinado período, um local público, um prédio?

3. Pegue a necessidade da região e verifique se pode ser utilizado algum recurso subutilizado para a montagem do negócio. Vamos exemplificar?

Na sua pesquisa com algumas pessoas, todas afirmam que faltam programas culturais na região e precisam se deslocar para muito longe para poder ter um entretenimento deste tipo. Só que programa cultural ainda é algo amplo, nesse momento você consegue obter dessas pessoas que gostariam muito de ver peças teatrais e espetáculos musicais.

Você verifica que existem alguns lugares que ficam ociosos em sua região, tipo o salão de uma escola ou de uma igreja, o espaço de exposições do shopping e nesse momento, você verifica a viabilidade de um convênio, de locação ou de concessão para a realização de peças e espetáculos.

E aí, que tal montar uma empresa de entretenimento cultural, trazendo vários artistas para a cidade? Provavelmente, você começará de uma forma mais estruturada e com um índice de acerto maior do que outras pessoas. A equação para se começar um negócio da forma correta é a seguinte:

Problemas e/ ou necessidades + Recursos subutilizados = NEGÓCIO

Porém, a maior parte das pessoas faz o quê?

Por exemplo, a pessoa decide montar uma tabacaria porque acha “chique”, pois ela foi no shopping e achou lindo, porém nem tudo que é lindo dá certo, nem tudo que dá certo em um lugar dá em outro. Aí, lembra que tem uma casa de uma tia que está desocupada e que poderia utilizar (porém esquece de um fator primordial que é a localização, a casa fica em uma área residencial). Enfim, gasta um dinheiro enorme e aí começam os problemas, pois tudo está errado, não fez um estudo com os clientes, localização inadequada. A equação para qualquer negócio começar errado é:

Negócio + Recursos subutilizados = PROBLEMAS

E você? Vai querer fazer a coisa certa ou será guiado por sua ansiedade e fazer da forma que poderá te trazer muitos problemas? Pense nisso ao abrir ou expandir sua empresa.

24 de agosto de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um Plano de Negócios 3

(parte 03 de 09) – by Valeria Nakamura

Uma das grandes desculpas é a de que Pesquisa de Mercado é cara e só pode ser feita por empresas especializadas, sendo assim, é algo impossível para o pequeno empresário.

Mito!!! Qualquer pessoa pode fazer uma excelente pesquisa de mercado, é só querer e utilizar a técnica TBC (“tirar o bumbum da cadeira”). O que isso quer dizer?

Não adianta ficar horas e horas na Internet, dias e dias lendo livros e revistas especializados. Isso é importante, é claro que sim, mas não é só… o principal é você ver, conversar, sentir o tipo de negócio que você deseja.

E também não adianta mandar alguém fazer por você, afinal seu olhar é mais crítico, pois seu foco é maior do que qualquer outra pessoa, detalhes serão tratados com especial atenção.

E como partir para a ação?

Vamos exemplificar com um negócio… um restaurante (em todos os treinamentos que ministro, sempre existem inúmeras pessoas que desejam montar algo na área de alimentação, já que é assim… vou dar algumas dicas).

Não comece a pesquisa com idéias pré-concebidas ou pré-conceitos, vá de cabeça vazia para que possa ser muito mais rica a coleta de informações.

Primeiro, vá conversar com os clientes de restaurantes, o que gostam, o que não gostam, o que gostariam de encontrar, preços que pagariam ou que pagam, tipo de ambiente, localização, atendimento, quantas vezes freqüentam, pratos preferidos. É um bate-papo e não simplesmente, perguntas de Sim ou Não, pois em uma conversa, você pode conseguir informações que não imaginou obtê-las. Ah! Pergunte também sobre os concorrentes, pontos fortes e fracos e tudo mais que você quiser investigar.

Depois, pesquise seus concorrentes. E como fazer? Você pode conversar com eles, se você se sentir constrangido, vá aos restaurantes como um cliente. Experimente a comida, analise o cardápio, veja o movimento, quanto tempo você leva para ser atendido, como é o atendimento, o uniforme dos funcionários. Faça perguntas ao garçom, ao barman, do tipo: “quantos chopps se tira por noite, qual o melhor dia, qual o ticket médio dos clientes”. Não precisa ser direto, mas de uma forma que a outra pessoa se sinta como em um bate-papo.  Você verá quantas informações terá!!

Também tire informações com os fornecedores, eles poderão te dizer o que vende mais, prazos de validade, até como utilizar determinados produtos, e pasme… você poderá ter até informações de seus concorrentes. Sem querer, os vendedores acabam te falando cada coisa (não se esqueça que eles falarão de você também!!).

Além disso, consulte especialistas das mais variadas áreas, tais como: contador, advogado, nutricionista, cozinheiro, garçom, tirador de chopp e todos que você achar necessário para estruturar seu negócio.

Deixe de preguiça, vire um Sherlock Holmes dos negócios. É melhor você ter um grande trabalho antes de abrir a empresa do que ter um trabalho maior ainda em ter que lidar com coisas que você não pesquisou.

 

17 de agosto de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um plano de Negócios 2

(Parte 02 de 09)

by Valeria Nakamura

No post anterior que trata desse assunto, fiz algumas perguntas norteadoras para a elaboração de um plano, você respondeu? Vou esclarecer o motivo delas:

Para aqueles que desejam montar seu negócio, as perguntas eram: O que você deseja montar? Por que você quer esse negócio? Quanto você quer ganhar com esse negócio?

Muitas pessoas apenas respondem a primeira pergunta da seguinte forma: “Quero algo que dê dinheiro”. Mas exatamente, o quê? Para àqueles que não sabem, a primeira coisa que se deve fazer é uma boa pesquisa de mercado, saber o que as pessoas precisam e desejam e para quem já tem algo definido, lá vai outra pergunta, as pessoas realmente querem o que você vai oferecer? Não adianta você ter uma grande idéia se não tem mercado.

Vamos exemplificar, fui ministrar um treinamento no interior do Paraná e verifiquei que não haviam rotisserias no local, apenas alguns restaurantes; sendo assim, não seria uma boa idéia montar um boa rotisseria, afinal a concorrência era mínima, eu adoro cozinhar e seria uma novidade? Fui fazer uma pesquisa e verifiquei que seria uma péssima idéia, pois a região possui muitos imigrantes italianos que cultivam a tradição de fazer suas próprias massas e pratos e as pessoas não vivem a loucura das grandes cidades que tudo precisa ser urgente; nos supermercados encontramos poucos pratos prontos, pois não há procura. Os habitantes ainda cultivam o hábito de almoçarem e jantarem em casa com toda a família reunida.

Pois é, uma ótima IDÉIA, porém com poucas chances de êxito, por isso nunca deixe de realizar uma boa pesquisa de mercado.

Quando uma idéia de negócio começa a florescer, as pessoas se apaixonam por ela (veja meu post sobre isso) e não acreditam que algo pode dar errado. Cuidado em fazer algo que você ama e acha que pode virar um excelente negócio, muitas pessoas quando perguntadas por que montaram ou querem montar tal negócio respondem que é algo que gostam muito. Quando ouço essa resposta me parece que o negócio é mais um hobby e na verdade, não é (pode até ser para alguns). Já conheci muitos artesãos que são brilhantes, mas quando montar um negócio na área não deslancham, pois gostam de produzir, mas muitas vezes têm dó de vender, já viram isso? Ou então pessoas que acham que só porque gostam daquilo ou acham bacana, todos vão gostar.

Aqueles que querem empreender, precisam saber quanto querem ganhar com o negócio, caso contrário, como planejar a abertura e crescimento? Já vi pessoas investindo R$ 100.000,00 para lucrar R$ 800,00, sendo que em uma boa aplicação poderia até lucrar muito mais, quanto tempo essa pessoa vai demorar para recuperar seu investimento? Pode parecer estranho, mas grande parte das pessoas abre um negócio sem a menor noção de faturamento e lucratividade e aí vem a grande decepção.

Bem, vamos passar para aqueles que já têm um negócio próprio, as perguntas eram: Você está satisfeito com esse negócio? Como você vê o futuro desse negócio? Qual o faturamento que você deseja daqui a 5, 10, 20 anos?

É difícil você manter por muito tempo algo que não curte mais, por isso, quando bater um certo desânimo se questione se vale a pena estar nele ainda ou se vale vendê-lo ou mudar de ramo porque quando você está em uma fase de desmotivação (e isso não acontece só quando o negócio vai mal) não se consegue inovar, ter boas idéias, buscar outras oportunidades. Agora quando você curte sua empresa, as idéias fluem, as oportunidades aparecem, pois há sempre um desafio.

Pare, feche os olhos e vislumbre seu futuro… como você se vê? Com essa empresa ou não? Se não, o que você está fazendo? Se sim, como essa empresa está daqui a alguns anos? Isso é importante para você estabelecer suas metas pessoais e empresariais e elaborar seu planejamento.

No próximo post, falarei sobre a pesquisa de mercado.

10 de agosto de 2011 / Espaço do Empreendedor

Como escrever um plano de negócios

(Parte 01 de 09)

Em todo curso de planejamento é falado sobre a importância de se escrever um Plano de Negócios, mas por que exatamente?

Há um grande engano de muitos empresários que acreditam que devem escrever um plano apenas quando precisam de um investimento, aí pela urgência fazem de qualquer jeito, o que o torna irreal e impreciso.

Ele também será muito útil quando você quiser agregar um sócio, vender e divulgar sua empresa, conquistar determinados clientes e fornecedores.

Mas, o principal é conhecer realmente o seu negócio para que você possa expandir, mudar os rumos da empresa ou até tomar a decisão de fechar ou não abrir, se ela não for viável.

Já vi e revi muitos planos de negócios e posso garantir que grande parte está baseada apenas na visão do empresário, no que ele “acha”, sem analisar o contexto que está inserido, sem se preocupar com o futuro, sem fazer uma busca de informações e análise de riscos mais aprofundada. Por isso, os planos são confusos e imprecisos e quando começo a questionar as informações me deparo com pessoas despreparadas que não passam das questões iniciais para me dizer que acreditam que precisam conhecer melhor seu negócio.

Dividirei a elaboração de Plano de Negócios para dois públicos distintos: os que desejam montar seu negócio e aqueles já possuem um negócio próprio.

Para aqueles que desejam montar seu negócio, as perguntas são:

1. O que você deseja montar?

2. Por que você quer esse negócio?

3. Quanto você quer ganhar com esse negócio?

Para aqueles que já têm um negócio próprio, as perguntas são:

1. Você está satisfeito com esse negócio?

2. Como você vê o futuro desse negócio?

3. Qual o faturamento que você deseja daqui a 5, 10, 20 anos?

Pense nessas perguntas, na semana que vem, explicarei o motivo de cada uma delas para que você analise melhor a sua empresa.

3 de agosto de 2011 / Espaço do Empreendedor

Não leve seu sócio(a) para cama e nem seu marido/esposa para a empresa

by valeria nakamura

Em 1992, comecei a namorar meu marido. Em 1997, ficamos sócios em nossa primeira empresa. Em 2003, nos casamos. Em 2011, continuamos casados, sócios e com uma filha de 5 anos.

Posso afirmar que meu marido (maravilhoso) é o melhor sócio que eu poderia ter. Somos muito diferentes em muitas coisas, porém conseguimos trabalhar nossas diferenças e alinhar nossas semelhanças em prol de nossos objetivos de vida.

Muitas pessoas me perguntam: “Como vocês conseguem? Qual o segredo?”

Não existe segredo, o que realmente existe é o RESPEITO e a CUMPLICIDADE.

Respeito pelos desejos do outro, da forma de ser, de suas crenças.

Cumplicidade em relação às nossas metas compartilhadas, a vontade de chegar ao mesmo lugar e juntos.

Em alguns momentos, discordamos na forma de ver a situação, mas isso não nos impede de chegar a um consenso (que nem sempre é fácil, mas é possível).

Acredito que depois de tanto tempo posso dar algumas dicas para quem deseja se tornar sócio de seu marido ou esposa:

1. Se vocês não souberem separar assuntos pessoais dos profissionais, não façam essa sociedade.

2. Definam claramente os papéis de cada um na empresa.

3. Nunca discutam na frente dos funcionários.

4. Estabeleçam as metas pessoais, as metas do casal/ família e as metas da empresa.

5. É importante, cada um ter suas metas pessoais e/ou atividades para que cada um mantenha sua individualidade e seu tempo.

6. As metas precisam ser acompanhadas de um planejamento para que vocês tenham algo para seguir.

7. Respeitem os desejos do outro, sua forma de ser.

8. Conversem sempre, o diálogo e a transparência são as melhores coisas.

9. Assuntos profissionais devem ser tratados na empresa, assuntos particulares deixem para tratar apenas em casa. É claro que os assuntos acabam se misturando muitas vezes, mas aqueles que são polêmicos tratem apenas no local adequado.

Enfim, se você quiser continuar casada(o) e com seu marido/ esposa como sócia(o), lembre-se sempre: “Não leve seu sócio(a) para a cama e nem seu marido/esposa para a empresa”.

Boa sorte!

31 de julho de 2011 / Espaço do Empreendedor

Desperte o empreendedor que existe em seu filho

By Valeria Nakamura

Sempre digo isso para todos os pais que conheço e normalmente, eles acham que eu quero dizer que eles façam com que seus filhos se tornem donos de negócios.

E não é. Isso é uma visão míope do que é ser empreendedor. Há uma frase de Pinchot que diz: “Empreendedor é todo sonhador que realiza.” Então, o que quero dizer é: “Deixe seus filhos sonharem, pois isso é o começo da busca de realização e felicidade.”

Várias histórias me fazem pensar que estou certa em meu pensamento e comportamento, pois é assim que lido com minha filha de 5 anos.

Domingo, estava assistindo ao Faustão e vi a história da Marta, jogadora de futebol e sua mãe disse em seu depoimento que quando criança a Marta adorava jogar futebol com os meninos, sempre estava no campinho e ela ficava “acanhada”, pois todo mundo comentava que aquela menina era “esquisita”. Imagina o preconceito em uma cidade pequena no interior das Alagoas!

A mãe da Marta disse que muitas vezes fingiu que não via a filha jogar e chegava em casa e ficava se perguntando no que aquela menina ia dar quando crescesse, mas apesar da simplicidade e do pouco estudo, nunca desmotivou sua filha. A pobreza e o preconceito não foram suficientes para acabar com o sonho daquela “menina esquisita” que se tornou por cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, próspera, reconhecida e FELIZ!

E tenho certeza que muitos dos críticos, hoje mordem os cotovelos de raiva!

Minha filha ganhou no fim de semana um livro de seu padrinho: “Os Sete Hábitos das Crianças Felizes” e como ainda ela não sabe ler, toda noite eu leio um capítulo (Um Hábito) e discutimos sobre o aprendizado.

Ontem, falamos sobre desejos, sonhos e conquistas. Uma das perguntas do livro era: “O que você quer ser quando crescer?” (você já ouviu essa pergunta algum dia? qual foi sua resposta? você lutou por isso ou abandonou por causa de outras pessoas? ou não era significativo? pense…)

Essa é uma pergunta que sempre foi feita em casa e já ouvi de tudo: um tempo atrás ela disse que queria ser palhaço, pois ela ama um palhaço da cidade que chama Bubu (as crianças normalmente detestam palhaços, mas ela adora!). Em nenhum momento a critiquei, vai que de palhaço ela se torna uma proprietária de um Cirque du Soleil?

Em outra ocasião, ela disse que queria ser dona de restaurante por quilo, ela e as amigas seriam as cozinheiras, os amigos seriam os garçons, o papai ficaria na balança e a mamãe no caixa (garota esperta, hein?). Em todos os restaurantes por quilo onde íamos, ela ficava observando tudo e dizia: “Vou montar igual a esse!”

Ontem, ela me disse (como há tempos vem me dizendo) que quer ser médica. Perguntei o motivo da escolha e ela disse que gosta de pessoas e quer ajudá-las  a se curarem, pois muitas pessoas precisam ficar no hospital e ela quer ajudá-las. Que orgulho ver minha filha se preocupando com os outros! Acredito que estamos conseguindo estabelecer nossos valores em seu comportamento.

Em um treinamento, um participante me perguntou qual a expectativa que tenho para minha filha e talvez ele tenha ficado chocado, pois a minha resposta foi nenhuma. Apenas disse que espero que ela encontre a felicidade com o caminho que escolher e eu estarei aqui para apoiá-la.

Independente do que ela escolha, ser palhaço, empresária, médica; espero que ela realize seus sonhos, assim como busquei e realizei os meus.

Que tal conversar com seus filhos e fazer a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” Mas, prometa que não julgará e nem criticará, apenas ouça e sonhe com eles.

23 de julho de 2011 / Espaço do Empreendedor

Histórias Empreendedoras – Ricardo Eletro

by Valeria Nakamura

Post do dia 09/06/2009

Há algumas semanas, estava assistindo ao Caldeirão do Huck e em um dos quadros havia um novo patrocinador chamado Ricardo Eletro.

Luciano Huck que adora histórias, foi conhecer a história do proprietário dessa empresa, desconhecida em São Paulo, mas popular em Minas Gerais e que já começou a estabelecer sua marca em outros estados.

Ricardo Nunes desde criança já adorava vender e ganhar seu dinheiro. Pegava mexerica da roça de seu pai, montava uma banquinha e vendia. Quando começaram a surgir concorrentes, ele fazia promoções e cobria qualquer oferta (e não por acaso, hoje, esse é o seu lema que está registrado em cartório).

Com 17 anos, pediu para sua mãe emancipá-lo, pois queria abrir sua própria empresa. Vendeu seu carro e comprou uma loja de 20 metros quadrados com um estoque de roupas que saiu vendendo pelas cidades vizinhas para juntar mais dinheiro e abrir, definitivamente, a Ricardo Eletro.

Como várias pessoas, Ricardo saia de Minas e vinha para São Paulo na Rua 25 de Março para comprar pelúcias e vários artigos de presentes para revender em sua loja e por incrível que pareça, apesar do nome, não havia nenhum eletrodoméstico.

Os clientes achavam estranho e perguntavam: “Sua loja chama Ricardo Eletro, mas não têm eletrodomésticos!”.

E Ricardo respondia sem titubear: “Ainda não tenho, mas em breve terei!”. Na realidade, ele já havia estabelecido sua visão de futuro e sabia que a venda de outros produtos era um meio para conseguir dinheiro para colocar as mercadorias que desejava.

Após 20 anos, o sonho daquele garoto empreendedor se transformou em 260 lojas nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Goiás e Distrito Federal.

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